Da redação
As recentes pesquisas de intenção de voto trouxeram preocupação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em relação ao eleitorado jovem. Levantamento da Atlas/Bloomberg mostrou que 72,8% dos jovens entre 16 e 24 anos desaprovam Lula. Um mês antes, o índice era de 58,6%, indicando um aumento de 14 pontos percentuais na desaprovação desse público.
Nesse contexto, o Movimento Brasil Livre (MBL), que já foi protagonista em protestos contra o PT, volta ao cenário eleitoral com o candidato Renan Santos, do partido Missão. Quase desconhecido do grande público, Renan alcançou 24,7% das intenções de voto na geração Z, segundo o Atlas. Em fevereiro, ele registrava 2,9% nesse segmento.
Renan atribui o desempenho ao modo direto de comunicação. “As pessoas mais novas estão procurando respostas claras e diretas para os seus problemas, é uma geração mais descomplicada. Faz parte da geração Z querer tudo em um clique”, afirmou ele à Coluna do Estadão.
A pesquisa aponta ainda que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é mais bem avaliado pela geração Z do que Lula: 37% preferem Flávio, contra 28,6% que optam por Lula. O próprio Renan Santos admitiu não ter uma estratégia definida de campanha. “Mesmo se eu tivesse mais dinheiro eu só estaria melhor em termos logísticos, eu não alteraria em nada o que eu faço”, disse.
Fundado em 2014, o MBL participou ativamente do impeachment de Dilma Rousseff. Aos 42 anos, Renan Santos ganhou notoriedade com declarações polêmicas nas redes, prometendo, por exemplo, prender Lula e “destruir” Flávio Bolsonaro, caso seja eleito. O partido Missão, aprovado pelo TSE em novembro de 2025, usará o número 14 nas urnas.




