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Pautas de interesse do BC e indicação de diretores seguem emperradas no Congresso


Da redação

Pelo menos duas propostas de interesse do Banco Central encontram resistência no Congresso Nacional. Na Câmara, tramita um projeto de lei que cria um novo regime para que a autoridade monetária possa socorrer bancos em crise, visando evitar riscos sistêmicos de falência. A proposta enfrenta oposição devido à possibilidade de uso de recursos públicos no socorro às instituições financeiras, alternativa prevista apenas após o esgotamento do patrimônio dos banqueiros.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), prometeu acelerar a tramitação do projeto de resolução bancária, relatado pelo deputado Marcelo Queiroz (PP-RJ), em resposta ao caso Master. No entanto, parlamentares de diferentes partidos demonstram resistência quanto ao uso de dinheiro público no resgate dos bancos.

No Senado, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) relatada por Plínio Valério (PSDB-AM) busca garantir autonomia técnica, operacional, administrativa, orçamentária e financeira ao Banco Central. O texto foi pautado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas não avança. O principal entrave era a possibilidade de o BC se tornar uma empresa de direito privado, o que levou Valério a modificar a proposta para manter a natureza de entidade especial e integrante do serviço público. Ainda assim, não há previsão de votação.

Além disso, a diretoria do Banco Central está com duas vagas em aberto desde 31 de dezembro de 2025. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não enviou ao Congresso os nomes dos indicados devido ao impasse com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), em torno da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF).

O impasse também tem travado a apreciação de dois nomes indicados pelo governo para diretorias da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), ampliando a paralisia nas indicações para órgãos reguladores do sistema financeiro.