Da redação
O setor audiovisual do Distrito Federal passa por um momento de consolidação e crescimento expressivo, impulsionado por uma estratégia estruturada da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF). Baseada em investimentos, modernização de equipamentos públicos e fortalecimento da governança participativa, a iniciativa busca promover um ecossistema robusto, alinhando produção cultural, geração de renda e projeção nacional.
Um dos principais marcos da gestão é a modernização do Cine Brasília, que recebeu um aporte adicional de R$ 2 milhões. O investimento permitiu a aquisição de um projetor digital 4K com tecnologia laser RGB, a modernização do sistema de som e o aprimoramento de serviços ao público, com foco em acessibilidade e manutenção. Com a gestão compartilhada, o espaço passa por transformações estruturais e tecnológicas.
O reflexo das melhorias é evidente no público: o número de visitantes do Cine Brasília saltou de cerca de 59 mil em 2023 para mais de 165 mil em 2025, um crescimento de aproximadamente 180% em dois anos, consolidando-o como referência nacional em difusão audiovisual.
No aspecto econômico, a atuação da Brasília Film Commission alavancou a movimentação de recursos de R$ 19,4 milhões em 2024 para R$ 25,6 milhões em 2025, com geração de cerca de 1.400 empregos diretos no audiovisual do DF em 2025.
A valorização institucional se manifesta em ações como a garantia de gestão trianual do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro até 2026, preparado para celebrar 60 anos com programação ampliada e descentralizada. Entre os investimentos em infraestrutura, destaca-se a reforma do Cine Itapuã, no Gama, com mais de R$ 9,5 milhões, e a implantação do Polo de Cinema do Distrito Federal, que ocupará cerca de 16 hectares voltados à produção e formação audiovisual. Segundo Claudio Abrantes, secretário de Cultura e Economia Criativa, essas iniciativas consolida o DF como um dos principais centros de produção audiovisual do país.







