Da redação
Em uma rara aparição política desde a prisão do marido, Michelle Bolsonaro participou, nesta segunda-feira (30), da cerimônia que oficializou Celina Leão (PP) como governadora do Distrito Federal. Celina assumiu o cargo após a renúncia de Ibaneis Rocha (MDB), que deixou o governo para disputar o Senado nas eleições de outubro.
Michelle, presidente nacional do PL Mulher, assistiu à posse da plateia, sem discursar, registrando momentos pelo celular. Ela recusou o convite para compor a mesa da solenidade, justificando que precisava retomar os cuidados a Jair Bolsonaro, mas só deixou a Câmara Legislativa após o encerramento do evento.
A ex-primeira-dama estava acompanhada da senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e da deputada federal Bia Kicis, presidente do PL no DF, reafirmando o apoio de lideranças bolsonaristas à reeleição de Celina Leão ao governo. Aliados de Flávio Bolsonaro (PL) tentaram dissociar o presidenciável do grupo da nova governadora após citações a Ibaneis em investigações envolvendo o Banco Master e o BRB.
Apesar da influência nacional, Michelle teve atuação limitada na formação de alianças estaduais, com exceção do Distrito Federal. Em novembro, foi desautorizada publicamente por Flávio Bolsonaro após criticar o apoio do PL à candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao governo do Ceará, lembrando que ela não perdoa Ciro por ter chamado Jair Bolsonaro de “ladrão”.
No DF, Michelle é considerada principal aposta do partido para o Senado e lidera em todas as pesquisas, mas evita comentar a possível candidatura, condicionando qualquer decisão à saúde de Jair Bolsonaro, que cumpre condenação em regime domiciliar até junho. Michelle nunca escondeu a preferência por Tarcísio de Freitas (Republicanos) para a corrida presidencial, cogitando ser vice em sua chapa, mas ele deve concorrer à reeleição em São Paulo.





