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Vaticano expressa ‘pesar’ a Israel por barrar patriarca no Santo Sepulcro


Da redação

O Vaticano expressou seu “pesar” ao embaixador de Israel após a polícia israelense proibir, por razões de segurança, o acesso do patriarca latino de Jerusalém à Igreja do Santo Sepulcro no Domingo de Ramos. O comunicado, divulgado na noite desta segunda-feira (30), relatou que o cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado da Santa Sé, e o monsenhor Paul R. Gallagher se reuniram com o embaixador Yaron Sideman para tratar do incidente.

Segundo o Vaticano, durante a reunião foram dados esclarecimentos sobre o caso ao representante israelense. Desde 28 de fevereiro, devido à guerra no Oriente Médio, as autoridades israelenses adotaram restrições a grandes concentrações, inclusive em locais religiosos, limitando atos públicos a 50 pessoas.

O Patriarcado Latino afirmou que a polícia impediu o cardeal Pierbattista Pizzaballa e o custódio da diocese de entrar na Igreja do Santo Sepulcro, quando iam celebrar a missa do Domingo de Ramos. Ainda de acordo com o Patriarcado, ambos se deslocavam sozinhos, não em procissão, e precisaram retornar.

O Patriarcado Latino considerou o episódio um “precedente grave” e criticou a falta de sensibilidade diante da importância da Semana Santa para cristãos do mundo todo. Países e entidades como Washington, Paris, Madri e União Europeia protestaram contra a decisão da polícia israelense, e o papa Leão XIV manifestou solidariedade aos cristãos impedidos de praticar os ritos.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, justificou a proibição citando motivos de segurança, mas anunciou nesta segunda-feira que o patriarca latino voltaria a ter acesso imediato à Basílica do Santo Sepulcro. A polícia argumentou que a Cidade Velha possui configuração complexa, dificultando ações de emergência em caso de ataque e representando risco real para a vida humana.