Da redação
O cumprimento efetivo das leis é fundamental para a inclusão de pessoas com síndrome de Down, afirmaram representantes de associações durante audiência pública da Comissão de Direitos Humanos (CDH) nesta segunda-feira (30). No encontro, os debatedores destacaram a importância da inserção no mercado de trabalho, da educação eleitoral inclusiva e do aumento do suporte nas escolas. O evento foi realizado a pedido da senadora Damares Alves (Republicanos-DF), presidente da CDH, que reforçou que inclusão é dever jurídico e central para uma sociedade verdadeiramente inclusiva.
Elenilva Solidade da Silva Coutinho, presidente da Associação DF Down, cobrou condições dignas de trabalho e criticou a permanência do preconceito e da subestimação das capacidades das pessoas com deficiência. “Inclusão de verdade não se faz apenas com a contratação. É preciso garantir oportunidades de crescimento, respeito e um ambiente livre de discriminação”, declarou.
A fisioterapeuta Nadja Nara Quadros defendeu programas permanentes de educação eleitoral inclusiva para pessoas com deficiência intelectual, destacando a necessidade de garantir compreensão e participação no processo eleitoral. Na área educacional, Gustavo Leão Façanha (DF Down) pediu mais integração nas escolas comuns, enquanto Giordana Garcia, presidente do Instituto MoT21, alertou para o descompasso entre o que prevê a lei e a realidade nas salas de aula.
Iarla Violatti, do Instituto Ápice Down, relatou a falta de suporte escolar, o que obriga mães a permanecerem na escola para garantir cuidados básicos. “Isso nos leva a refletir: é inclusão ou adaptação da família à falta de estrutura?”, questionou.
Augusto Bravo, das Frentes Parlamentares do Autismo e de Doenças Raras do DF, abordou os desafios do aumento da longevidade desse grupo, citando altos índices de cardiopatias, problemas de tireoide e Alzheimer precoce. A criadora de conteúdo Ivy de Souza Faria ressaltou sentimentos de solidão e a baixa oferta de oportunidades para pessoas com síndrome de Down.





