Da redação
Michelle Bolsonaro tem mantido distância dos filhos do primeiro casamento de Jair Bolsonaro devido a uma série de desentendimentos recentes. O episódio mais recente envolveu Eduardo Bolsonaro, que afirmou nos Estados Unidos que gravaria um vídeo para o pai, atualmente em prisão domiciliar em Brasília. Em nota oficial, Michelle, presidente nacional do PL Mulher, negou ter recebido o vídeo e disse que, mesmo que tivesse, não repassaria ao marido, obedecendo à proibição do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que veta o uso de “meios de comunicação externa” pelo ex-presidente.
A influência de Michelle é vista por parte da direita como fundamental para a concessão da prisão domiciliar a Bolsonaro. Apesar disso, ela também foi cobrada por Eduardo para apoiar a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. Michelle, que lidera pesquisas para o Senado em Brasília, suspendeu suas atividades públicas desde o início do cumprimento da pena do marido.
O afastamento de Michelle do núcleo bolsonarista também se acentuou após constrangimento público com Flávio Bolsonaro. Ela foi desautorizada por ele ao criticar, em novembro, a aliança do PL com Ciro Gomes (PSDB), nunca tendo recebido retratação dos enteados.
A relação de Michelle com os filhos de Bolsonaro deteriorou ao longo dos 19 anos de união, especialmente após ela ganhar protagonismo na liderança evangélica durante o mandato do ex-presidente. Aliados avaliam que esse destaque trouxe desconforto entre os enteados, fortalecendo o distanciamento nas esferas pessoal e política.
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, reconheceu nesta segunda-feira, 30, em evento do Lide, em São Paulo, que os conflitos familiares podem afetar o desempenho eleitoral do grupo. “Se nós não resolvermos esses problemas dentro da família, o Eduardo não volta mais para o Brasil. Nós temos que ganhar as eleições”, afirmou o dirigente.





