Início Distrito Federal Empenho para socorrer o BRB além das diferenças ideológicas

Empenho para socorrer o BRB além das diferenças ideológicas

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Da redação

Em sua primeira agenda como governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP) declarou que não fará “guerra ideológica” à frente do Palácio do Buriti e afirmou que buscará apoio do governo federal sempre que necessário para fortalecer o Banco de Brasília (BRB). “Todas as ações que vierem a fortalecer o Distrito Federal e, se a gente necessitar pedir alguma coisa à União, nós faremos”, disse Celina, ressaltando que sua gestão será guiada pelo pragmatismo, mesmo tendo uma posição política definida.

Celina destacou que parcerias com instituições federais, como a Caixa Econômica Federal, podem ser fundamentais para a recuperação do BRB. “Não tenho vaidade em relação a isso”, afirmou. A governadora reforçou que o foco será técnico e transparente, e que sua gestão será julgada pela condição da cidade e pela recuperação do banco. Em discurso na Câmara Legislativa do DF, afirmou nunca ter participado de decisões que não fossem do interesse público e declarou: “No nosso governo não cabe omissão”.

O prazo para o BRB apresentar o balanço de 2025 ao Banco Central termina nesta terça-feira (31/3). O presidente da instituição, Nelson de Souza, informou ao Correio que foi solicitado o adiamento devido ao momento atípico do banco. Paralelamente, o GDF pediu um empréstimo de R$ 4 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para reforçar o caixa da instituição. O pedido, assinado ainda por Ibaneis Rocha (MDB), prevê garantias em ações de empresas públicas e imóveis do DF.

A assembleia-geral extraordinária de acionistas do BRB, prevista para 18 de março e adiada sem nova data, deve discutir o aumento do capital social para até R$ 11,2 bilhões, por meio da emissão de 1,675 bilhão de novas ações.

Celina enfrenta agora o desafio de articular apoio tanto do presidente Lula, para resolver a crise do BRB, quanto do campo bolsonarista, de onde vem sua base eleitoral. A relação com o governo federal será fundamental, enquanto adversários como Leandro Grass (PT) e Ricardo Cappelli (PSB) já tentam associá-la à crise no banco. A governadora também precisa equilibrar as demandas de aliados como Ibaneis Rocha, Michelle Bolsonaro e Bia Kicis na formação de sua coalizão para 2026.