Da redação
O empresário Luiz Teixeira da Silva Júnior, sócio de uma clínica envolvida na emissão de um laudo falso contra o então candidato à Prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos (PSOL), é alvo de operação do Ministério Público de São Paulo realizada nesta terça-feira (31). A Justiça decretou a prisão temporária de Teixeira, mas sua defesa não se manifestou até o momento.
Segundo o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Teixeira é apontado como principal suspeito de participar de uma tentativa de golpe que poderia chegar a quase R$ 1 bilhão contra João Carlos Di Genio, fundador da rede Unip-Objetivo, morto em 2022. O esquema seria considerado “altamente sofisticado” e envolvia a falsificação de documentos e contratos, além do uso de uma câmara de arbitragem de fachada.
De acordo com as investigações, Teixeira é proprietário da empresa Colonizadora Planalto Paulista, central no caso. O Ministério Público afirma que o grupo chegou a falsificar a assinatura de Di Genio para simular transações de até R$ 845 milhões em bens, nunca realizadas.
A participação de Teixeira em fraudes inclui o episódio do laudo falso que citava uso de cocaína por Boulos, divulgado às vésperas da eleição e repleto de inconsistências, como erro no RG e assinatura de um médico já falecido. Pela fraude, Teixeira e o ex-candidato Marçal foram denunciados à Justiça Eleitoral, mas só o empresário segue respondendo ao processo, uma vez que Marçal firmou acordo para suspender o caso.
O Gaeco também apontou possíveis ligações de Teixeira com o PCC e mencionou outro processo em que ele é acusado de falsificar diploma de medicina.





