Da redação
Durante a 70ª Sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher (CSW), realizada em março na sede da ONU em Nova Iorque, o protagonismo das jovens brasileiras foi destaque ao debate global com foco na saúde menstrual e nas principais demandas de adolescentes. O evento, promovido pela iniciativa Girl Up, reuniu vozes femininas para discutir direitos, acesso à liderança e enfrentamento à desigualdade e violência.
Lucília, representante da ONG Girl Up, destacou a necessidade de dar voz às meninas em espaços de decisão. “Nós, meninas mais jovens, acabamos não tendo tanta voz nos debates. Um dos tópicos que estamos discutindo é a dignidade menstrual. Elas precisam ser ouvidas, mas essa voz muitas vezes não ecoa onde precisa”, afirmou.
A socióloga Munah Munek, participante do encontro, defendeu a importância da juventude ter espaço para expor suas necessidades: “Não existe nada melhor do que sentir que você está sendo ouvido. É gratificante ver as meninas podendo falar de suas realidades e necessidades”.
O trabalho da Girl Up se estende por países como México, Chile, Argentina e Índia, com ações adaptadas a cada região. No Brasil, a organização atua em diversas frentes, como democracia, político, incentivo à participação feminina, saúde mental e segurança digital. Em parceria com o Instituto Alana, desenvolve projetos voltados à saúde menstrual.
Um avanço recente mencionado por Munek foi a entrada em vigor, em 17 de março, do ECA Digital, que atualizou o Estatuto da Criança e do Adolescente e fortaleceu a proteção dos jovens na internet. Lucília destacou que é urgente ouvir meninas em todos os níveis: “Se pudermos ser escutadas em todos os temas que têm a ver com nossa existência, teremos o direito de lidar com o mundo como queremos”.





