Da redação
Após deixarem seus cargos, os ex-governadores Cláudio Castro (PL-RJ) e Ibaneis Rocha (MDB-DF) enfrentam as consequências do fim do foro privilegiado. Ambos foram convocados para depor na CPI do Crime Organizado no Senado e, caso não recorram ao Supremo Tribunal Federal (STF), terão presença obrigatória nas oitivas, o que pode gerar tensão entre políticos que pretendem disputar as eleições de outubro.
Os ex-governadores são alvo de investigações relacionadas ao caso Master e suspeitas de irregularidades em operações financeiras. No caso de Ibaneis Rocha, a CPI foca na relação entre a instituição comandada por Daniel Vorcaro e o Banco de Brasília (BRB), ligado ao governo do Distrito Federal. Os senadores buscam esclarecimentos sobre o poder de Vorcaro, movimentações financeiras monitoradas por órgãos federais e suspeitas de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.
A convocação de Ibaneis ocorreu um dia após ele passar o cargo a Celina Leão para viabilizar sua candidatura ao Senado em outubro. Ao PlatôBR, Ibaneis afirmou que aguardará análise de seus advogados sobre eventuais desvios de finalidade na convocação: “Meus advogados vão analisar os fundamentos da convocação para verificar se houve desvio de finalidade.”
No caso de Cláudio Castro, o contexto é ainda mais delicado. Tornado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Castro planeja disputar as eleições sub judice e deve responder na CPI sobre políticas de segurança, mecanismos de controle interno durante sua gestão e conexões do governo com nomes associados ao crime organizado no estado do Rio de Janeiro.
A CPI também investigará repasses do Rioprevidência ao Master, que somam R$ 2,6 bilhões. O instituto é responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões aos servidores estaduais do Rio.





