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AGIR 36 aposta em estratégia de 2022 e tenta atrair candidatos na reta final de filiações

Por Sandro Gianelli

Sigla aposta em Cláudio Abrantes como puxador de votos e usa possibilidade de suplência como trunfo para montar nominata competitiva no DF

A quatro dias do fim do prazo de filiações para as eleições de 2026, o AGIR 36 intensifica suas articulações no Distrito Federal com uma estratégia já testada nas urnas. O partido busca repetir a fórmula que garantiu a eleição de duas deputadas distritais em 2022, apostando novamente em um puxador de votos forte aliado a uma nominata com desempenho equilibrado.

Na última eleição, a legenda conseguiu eleger Jaqueline Silva e a delegada Jane Klebia, resultado que agora serve de referência para a montagem do grupo atual. Desta vez, o principal nome da chapa é o ex-deputado distrital e atual secretário de Cultura, Cláudio Abrantes, apontado como responsável por impulsionar o desempenho coletivo da nominata.

Estratégia mira repetição de desempenho eleitoral

A lógica adotada pelo AGIR 36 segue um modelo conhecido no sistema proporcional: concentrar votos em um candidato com maior densidade eleitoral, enquanto os demais nomes da chapa buscam uma faixa intermediária de votação. A expectativa interna é que essa combinação permita ao partido alcançar novamente duas cadeiras na Câmara Legislativa.

Além de Abrantes, outros pré-candidatos tentam se consolidar como opções competitivas dentro da nominata. A meta é que esses nomes alcancem votações suficientes para somar ao desempenho do puxador principal, garantindo o coeficiente necessário para a eleição de dois parlamentares.

Esse desenho eleitoral ganha ainda mais relevância diante do cenário enfrentado por partidos de menor porte no DF, que, a poucos dias do prazo final, ainda lidam com dificuldades para estruturar chapas viáveis.

Possibilidade de suplência amplia atratividade

Um dos principais atrativos utilizados pelo AGIR 36 para fortalecer sua nominata é a possibilidade de rearranjo no Executivo. Nos bastidores, há a expectativa de que Cláudio Abrantes, caso eleito, possa retornar a uma função no governo, abrindo espaço para que um dos suplentes assuma o mandato na Câmara Legislativa.

Esse tipo de movimentação é visto como um incentivo direto para novos filiados, já que amplia as chances reais de exercício do mandato, mesmo para candidatos que não estejam entre os mais votados da legenda.

Com isso, o partido trabalha com a perspectiva de eleger dois deputados distritais e ainda viabilizar a ascensão de pelo menos um suplente, dependendo das articulações pós-eleição.

Reta final decisiva para composição da chapa

Com o prazo de filiações se encerrando nos próximos dias, o AGIR 36 aposta na combinação entre estratégia eleitoral consolidada e oportunidades políticas para atrair novos nomes. A avaliação interna é que ainda há espaço para reforçar a nominata e ampliar a competitividade da sigla.

Em um cenário de incertezas para partidos menores, a legenda tenta se apresentar como uma alternativa organizada e com caminho claro para quem busca viabilidade eleitoral em 2026.

Até o fechamento da janela partidária, as negociações seguem intensas — e o desempenho do AGIR 36 dependerá diretamente da capacidade de converter esse planejamento em uma nominata robusta.