Da redação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não discutiu previamente com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a indicação do ministro Jorge Messias, da Advocacia-Geral da União, para a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), Lula apenas “avisou Alcolumbre” após formalizar a indicação, inicialmente anunciada em novembro de 2023.
Responsável por colocar em votação a apreciação do nome de Messias, Otto Alencar afirmou que só dará andamento ao processo na CCJ quando receber a mensagem oficial de Alcolumbre. “A indicação está com o presidente Alcolumbre e no tempo que ele desejar mandará para a CCJ”, disse Alencar, evitando comentar publicamente sobre as circunstâncias do envio.
Otto Alencar também declarou que não discutiu com Alcolumbre sobre prazos para o envio da mensagem à comissão. Ele acrescentou que pretende conversar com Messias para definir o melhor momento para a sabatina, seguindo o trâmite regimental, incluindo a leitura da mensagem e a concessão de vistas aos senadores. “Farei o processo regimental normal como todos os outros… tudo em um processo bem tranquilo, sem pressa”, garantiu.
A ausência de diálogo prévio entre Lula e Alcolumbre causa preocupações no entorno de Jorge Messias. Segundo relatos, aliados de Messias duvidavam que Lula formalizaria a indicação sem consulta ao presidente do Senado, devido à insatisfação de Alcolumbre por ter sido surpreendido pelo anúncio em novembro.
A indicação de Messias ocorre simultaneamente à filiação do senador Rodrigo Pacheco ao PSB, partido pelo qual deve se candidatar ao governo de Minas Gerais com apoio de Lula. Alcolumbre desejava emplacar Pacheco como indicado ao STF.





