Da redação
Em reunião de emergência no Conselho de Segurança da ONU, nesta terça-feira (31), o coordenador de auxílio humanitário, Tom Fletcher, fez um apelo urgente pela proteção dos civis no Oriente Médio, destacando a grave situação no Líbano. Fletcher relatou que mais de 1,1 milhão de pessoas tiveram de abandonar suas casas e cerca de 200 mil cruzaram a fronteira rumo à Síria para fugir da violência. Villages inteiras foram arruinadas pelo conflito, que já deixou 1.240 mortos, entre eles 87 mulheres e 124 crianças, nas últimas quatro semanas.
O avanço das Forças de Defesa de Israel para o interior do território libanês provocou intensos confrontos, inclusive nas proximidades da sede da Força Interina da ONU no Líbano (Unifil) em Naqoura, que foi atingida por múltiplos impactos. Segundo Fletcher, cerca de 3,5 mil pessoas ficaram feridas, entre elas mais de 370 mil menores, e 52 membros de equipes de resgate estão entre as vítimas fatais.
Durante a sessão, o subsecretário-geral para as Operações de Paz, Jean Pierre Lacroix, condenou os ataques contra as forças de paz, afirmando que “boinas azuis jamais devem ser um alvo”. Lacroix também lamentou a morte de três soldados da Unifil e informou que, apesar de permanecerem fora do conflito, as Forças Armadas Libanesas sofreram baixas.
O vice-secretário-geral para Assuntos Políticos, Khaled Khiari, relatou ao Conselho que a situação no Líbano continua piorando drasticamente e que houve aumento na escala e alcance das operações militares do Hezbollah e de Israel desde 11 de março. As intensas trocas de tiros observadas ao longo da Linha Azul têm sido acompanhadas por ataques e confrontos em todo o território libanês.
A violência atinge diversas regiões do Líbano, incluindo a capital Beirute, o sul do país e o Vale do Bekaa, enquanto foguetes continuam sendo disparados contra o norte de Israel. Fletcher alertou para as destrutivas consequências humanitárias do agravamento da crise, especialmente entre civis e trabalhadores humanitários.





