Da redação
Com a saída de ministros que disputarão as eleições, a Esplanada dos Ministérios passa por mudanças. Apesar da orientação do presidente Lula para continuidade dos trabalhos, titulares das pastas vêm sendo substituídos por secretários-executivos, adotando perfil mais técnico no primeiro escalão. O objetivo declarado é garantir estabilidade administrativa enquanto ex-ministros fazem campanha eleitoral.
Até o próximo sábado, dia 4, prazo final de desincompatibilização, quase vinte ministros devem deixar os cargos. Algumas situações ainda seguem indefinidas, como as substituições nos ministérios do Empreendedorismo e da Previdência, que dependem de conversas com o presidente.
Entre as substituições já definidas estão: André de Paula entra na Agricultura e Pecuária no lugar de Carlos Fávaro; Miriam Belchior assume a Casa Civil após saída de Rui Costa; Antonio Vladimir Lima fica com a pasta das Cidades substituindo Jader Filho; Janine Mello dos Santos assume Direitos Humanos com saída de Macaé Evaristo; Leonardo Barchini substitui Camilo Santana na Educação; e Dario Durigan passa a responder pela Fazenda no lugar de Fernando Haddad.
Outras mudanças incluem Paulo Henrique Cordeiro no Esporte, Rachel Barros de Oliveira na Igualdade Racial, Fernanda Machiavelli no Desenvolvimento Agrário, Marcio Elias Rosa no Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Paulo João Capobianco no Meio Ambiente, Rivetla Edipo na Pesca, Bruno Moretti no Planejamento, Tomé Franca em Portos e Aeroportos, Eloy Terena em Povos Indígenas, e George Santoro nos Transportes.
A definição sobre o futuro da Secretaria de Relações Institucionais ainda está em aberto, com nomes como Olavo Noleto e José Guimarães cotados, mas sem confirmação. O governo busca evitar disputas internas e dar continuidade às ações até o fim do ano eleitoral.





