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Irã promete ataques devastadores contra EUA e Israel após ameaças de Trump

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Da redação

O Exército do Irã prometeu, nesta quinta-feira (2), realizar ataques devastadores contra Estados Unidos e Israel, em resposta à ameaça do presidente americano, Donald Trump, de “levar o país de volta à Idade da Pedra” por meio de bombardeios. O comandante iraniano Khatam al-Anbiya afirmou em rede estatal que “a guerra continuará até a humilhação, desonra, arrependimento definitivo e rendição” dos adversários, prometendo ações “mais contundentes” do Irã.

Al-Anbiya disse ainda que americanos e israelenses desconhecem a real capacidade militar iraniana e que centros de produção de mísseis, drones e sistemas de defesa aérea seguem intactos. Poucas horas depois, Trump publicou na Truth Social um vídeo mostrando uma ponte explodindo, alegando ser a “maior do Irã”, e escreveu: “Muito mais virá! É hora do Irã fazer um acordo antes que seja tarde demais”.

A mídia estatal iraniana informou que oito pessoas morreram e 95 ficaram feridas após ataques aéreos à ponte que liga Teerã a Karaj, e que grandes siderúrgicas e o Instituto Pasteur em Teerã sofreram danos. O Exército iraniano e a Guarda Revolucionária também confirmaram ataques a instalações ligadas aos EUA em países do Golfo, incluindo uma sede da Amazon no Bahrein, em represália a bombardeios que paralisaram siderúrgicas no Irã desde a semana passada.

Em meio à escalada, o presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que a guerra não resolve a questão nuclear iraniana, defendendo negociações “profundas” e criticando a postura de Trump em relação à Otan e ao estreito de Hormuz. Em reunião com 40 países, europeus rejeitaram inicialmente enviar tropas, mas discutem sanções e a criação de um corredor humanitário.

China e Rússia culparam EUA e Israel pela crise no estreito de Hormuz. A porta-voz chinesa Mao Ning classificou as operações como “violação do direito internacional”, enquanto o presidente Vladimir Putin se declarou disposto a contribuir para a paz no Oriente Médio.