Da redação
O Conselho de Segurança da ONU analisa a votação de uma resolução proposta pelo Bahrein para autorizar o uso da força na proteção da navegação comercial no estreito de Hormuz, bloqueado pelo Irã desde o início do conflito com Estados Unidos e Israel. A proposta original, que permite “todos os meios defensivos necessários” para proteger o transporte comercial, foi modificada para retirar a obrigatoriedade de aplicação, em tentativa de evitar veto de Rússia e China.
O debate provocou reação do Irã. “Qualquer ação provocativa por parte dos agressores e seus apoiadores, inclusive no Conselho de Segurança da ONU em relação à situação no estreito de Hormuz, só complicará a situação”, declarou o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, nesta sexta-feira (3).
A reunião para votação da resolução, prevista inicialmente para esta sexta, foi adiada para sábado (4), segundo diplomatas. A medida precisa de nove votos favoráveis e nenhum veto dos cinco membros permanentes do Conselho—Reino Unido, China, França, Rússia e EUA—para ser aprovada. O representante chinês, Fu Cong, criticou o texto, afirmando que legitimaria “o uso ilegal e indiscriminado da força”.
Em meio à tensão, um navio da CMA CGM, de bandeira maltesa, cruzou o estreito em 2 de abril, sendo o primeiro cargueiro francês a fazê-lo desde o início dos ataques de EUA e Israel ao Irã. Dados indicam que o navio sinalizou ser de propriedade francesa antes de entrar em águas iranianas.
Com o bloqueio já impactando o custo da energia global, Reino Unido, Japão e França lideram esforços para uma solução. Donald Trump, presidente dos EUA, sugeriu nas redes sociais que o país poderia abrir o estreito e explorar o petróleo local, criticou a Otan e cobrou envolvimento europeu na crise.







