Da redação
O ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, está deixando o cargo em meio a um constrangimento causado ao chefe da Secretaria de Comunicação (Secom) da Presidência, Sidônio Palmeira. Durante reunião ministerial nesta semana, Costa questionou se a população percebia todos os feitos do governo, expondo dúvidas sobre a eficácia da comunicação institucional. Apesar de tentar amenizar a situação em entrevistas posteriores, Costa voltou a sugerir mudanças ao lado do presidente Lula em evento na Bahia, recomendando que Sidônio utilize inteligência artificial na produção de vídeos sobre obras federais.
No evento, presenciado por prefeitos, cabos eleitorais e outros ministros, Sidônio não respondeu publicamente à nova sugestão de Costa. Já durante o discurso de Lula, o chefe da Secom lembrou ao presidente da importância de defender o Pix, sistema criticado pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Além disso, Sidônio afastou Lula de populares que pediam emprego, evitando possível constrangimento durante o evento.
Lula, por sua vez, elogiou Rui Costa, mas mencionou sua fama de antipático. O episódio explicitou o mal-estar entre Costa e Sidônio, intensificado pelo fato de as críticas terem sido feitas em público. Antes de atuar no governo federal, Sidônio foi responsável por campanhas políticas vitoriosas na Bahia, incluindo as de Rui Costa e Jaques Wagner.
Segundo membros do governo, a tensão recorrente entre Costa e Sidônio reflete uma disputa comum: o “tempo da política” versus o “tempo da comunicação”. Sidônio prefere respostas rápidas e grande presença nas redes, enquanto Costa adota postura mais cautelosa e negociação prolongada.
Recentemente, essa diferença ficou evidente na comunicação sobre o ICMS do diesel. Sidônio defendia divulgação imediata sobre a adesão dos estados à redução do imposto. Costa, no entanto, preferiu aguardar para convencer outros governadores, e a notícia só foi anunciada quando 21 estados aderiram. Rondônia, Distrito Federal, Amapá, Goiás e Pará não confirmaram a participação, e o Rio de Janeiro aguarda decisão final.







