Da redação
A janela partidária, encerrada nesta sexta-feira (3), resultou na troca de partido de pelo menos 114 dos 513 deputados federais, equivalente a 22% da Câmara. O partido que mais atraiu parlamentares foi o Podemos, que recebeu dez novos integrantes e alcançou uma bancada de 26 deputados, superando o PSDB, que, revitalizado, agora conta com 17 membros.
O PL, liderado pelo senador Flávio Bolsonaro (RJ), conseguiu recompor sua bancada após sucessivas baixas desde 2022, somando nove novos filiados e atingindo 96 deputados. Inicialmente, a legenda conquistou 99 cadeiras nas últimas eleições, mas chegou a cair para 87 por desentendimentos internos e aproximação de dissidentes com o governo Lula (PT).
O PSD, de Gilberto Kassab e do ex-governador Ronaldo Caiado, manteve estabilidade ao perder e ganhar 14 deputados, permanecendo com 47 representantes. Já o PDT encolheu sua bancada para 12 após a saída de cinco parlamentares.
Na base do presidente Lula, poucas mudanças foram registradas. O PT não teve trocas, e seus aliados de coligação, PV e PC do B, ganharam um deputado cada. Na prática, a federação mantém 87 cadeiras. O PSB informou a perda de cinco parlamentares, mas o quadro pode variar com a recente filiação do senador Rodrigo Pacheco (MG).
A janela partidária, aberta 30 dias antes da data-limite para mudanças de sigla, permite que deputados federais e estaduais mudem de partido sem risco de perda de mandato. Antes da janela, 48 deputados já haviam realizado trocas, como Ricardo Salles (PL para Novo) e Luciano Zucco (Republicanos para PL), que tiveram negociações para evitar cassação.







