Da redação
Imagens divulgadas pela agência semiestatal Fars, no Irã, mostram iranianos formando correntes humanas em torno de usinas de energia nas províncias de Tabriz, Kazerun e Cuzistão nesta terça-feira (data não especificada), horas antes do fim do ultimato dado por Donald Trump para um acordo com os Estados Unidos.
Mais cedo, o regime iraniano pediu à população que participasse dessas ações como forma de proteger as instalações energéticas do país. O vice-ministro dos Esportes, Alireza Rahimi, convocou artistas e atletas para se juntarem ao movimento. “Estaremos de mãos dadas para dizer: atacar infraestrutura pública é um crime de guerra”, declarou Rahimi em entrevista.
As imagens mostram centenas de pessoas lado a lado, agitando bandeiras da República Islâmica e entoando cantos. Sites especializados informam que a usina de Kazerun, protegida pelos manifestantes, possui três grandes torres de resfriamento e capacidade produtiva de cerca de 1.372 megawatts.
O ultimato de Trump exigia a reabertura do estreito de Hormuz, bloqueado pelo Irã e responsável pelo trânsito de cerca de 20% do petróleo mundial. Nos últimos dias, o ex-presidente norte-americano reforçou que o prazo dado à liderança iraniana se encerraria nesta terça-feira, às 21h, pelo horário de Brasília.
Trump ainda afirmou que, sem acordo até esse limite, “todas as pontes e todas as usinas de energia” do Irã seriam destruídas a partir de 1h de quarta-feira (8). “Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá”, escreveu Trump na plataforma Truth Social.







