Da redação
Poucos minutos após Donald Trump anunciar um cessar-fogo de duas semanas com o Irã nesta terça-feira (7), autoridades iranianas apresentaram sua versão sobre as negociações que prometem diminuir a tensão global após ameaças recentes do presidente norte-americano. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou no X, em nome do Supremo Conselho de Segurança Nacional do Irã, que “se os ataques contra o Irã pararem, nossas poderosas Forças Armadas vão parar suas operações defensivas”.
Segundo Araghchi, haverá passagem segura pelo estreito de Hormuz durante o período da trégua, em coordenação com as Forças Armadas do Irã e respeitando restrições técnicas. Essa via marítima estratégica estava bloqueada desde o início do conflito pelo Irã, o que praticamente interrompeu o tráfego de navios no golfo Pérsico, região crucial para o mercado energético global.
Em nota, o Conselho de Segurança Nacional do Irã, via agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária, afirmou que “o inimigo sofreu uma derrota inegável, histórica e esmagadora em sua guerra covarde, ilegal e criminosa contra a nação iraniana”. O comunicado também mencionou tópicos como suspensão de sanções, pagamento de indenizações e fim do conflito em outras frentes, mas nenhum desses pontos foi confirmado por Trump ou Araghchi.
O que há de consenso nos comunicados das duas partes é uma proposta de trégua: Teerã teria apresentado uma lista de dez pontos a Washington, enquanto os EUA responderam com uma proposta de quinze pontos, cujos detalhes ainda não foram divulgados publicamente.
O presidente dos EUA havia declarado mais cedo que “uma civilização inteira” poderia morrer neste dia, em referência ao prazo para um acordo. Resta saber se a trégua de duas semanas representará uma real diminuição do conflito ou apenas um intervalo tático entre as partes.






