Da redação
Estados Unidos e Irã mantêm uma trégua frágil nesta quarta-feira (8) que deve durar duas semanas, permitindo a reabertura total do estratégico Estreito de Ormuz. Apesar do anúncio, ataques foram registrados no Golfo e no Líbano, onde Israel realizou seu “maior bombardeio coordenado” contra o Hezbollah desde o início do conflito, não reconhecendo o cessar-fogo na região.
Dois navios, um grego e outro com bandeira da Libéria, conseguiram cruzar o Estreito de Ormuz, que estava sob controle iraniano desde o início da guerra em 28 de fevereiro. A Organização Marítima Internacional prepara um mecanismo para garantir a segurança do trânsito na área, vital para 20% do comércio mundial de hidrocarbonetos.
No Golfo, Kuwait e Emirados Árabes Unidos relataram ataques iranianos em resposta a bombardeios contra instalações petrolíferas do Irã. Teerã, por meio da Guarda Revolucionária, afirmou manter “o dedo no gatilho” e nenhuma confiança nas promessas dos EUA, enquanto o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto americano, declarou que as forças estão “de prontidão”.
O presidente Donald Trump afirmou estar disposto a discutir a suspensão de sanções econômicas ao Irã, mas descartou qualquer autorização para enriquecimento de urânio. Ele também ameaçou impor tarifas de 50% a países que fornecerem armas ao Irã. Segundo o Pentágono, a ofensiva destruiu “por completo” a capacidade iraniana de fabricar mísseis ou armamentos sofisticados.
O Ministério da Saúde libanês informou “dezenas de mortos e centenas de feridos” após ataques israelenses, causando pânico nas ruas de Beirute. Autoridades iranianas anunciaram negociações com Washington no Paquistão, enquanto mercados reagiram positivamente à trégua, refletindo queda no preço do petróleo e altas nas bolsas europeias.







