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Eleição de 2026: indecisão domina escolha de candidatos entre eleitores

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Da redação

Mais da metade do eleitorado brasileiro ainda não definiu o voto para as eleições presidenciais de 2026. Segundo pesquisa Meio/IDEIA, divulgada em abril, 51% dos entrevistados afirmam que podem mudar de candidato até outubro. Esse índice, que vinha diminuindo desde janeiro, ultrapassou pela primeira vez a marca da maioria.

A tendência de mudança é maior entre eleitores de direita. Entre apoiadores de Flávio Bolsonaro, 60,4% admitem poder trocar de candidato, e entre eleitores de Ronaldo Caiado, esse percentual chega a 69,4%. Entre os eleitores do presidente Lula, a possibilidade de mudança cai para 26,6%.

O levantamento aponta ainda que a influência do ex-presidente Jair Bolsonaro é determinante para 32% do eleitorado, que dizem votar com certeza em um candidato apoiado por ele. Por outro lado, 43% dos entrevistados afirmam que não votariam em Lula de forma alguma, indicando alta rejeição ao petista.

Nos cenários de segundo turno, Lula aparece com 45,5% contra 45,8% de Flávio Bolsonaro, empate técnico dentro da margem de erro de 2,5 pontos percentuais. Contra Caiado, Lula lidera com 45% contra 39%. No primeiro turno, Lula soma 40,4%, seguido de Flávio Bolsonaro (37%), Caiado (6,5%), Renan Santos (3%), Romeu Zema (3%) e Aldo Rebelo (0,6%). Brancos e nulos somam 1%, enquanto 8,5% não souberam responder.

Cila Schulman, CEO do Ideia, atribui a incerteza ao fato de dois pré-candidatos da direita ainda serem pouco conhecidos. “Flávio Bolsonaro ainda precisa se apresentar ao grande público. Isso também vale para Caiado e Zema, conhecidos apenas em seus estados”, explicou Schulman. Foram entrevistadas 1.500 pessoas, entre 3 e 7 de abril, com nível de confiança de 95%.