Da redação
A deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) afirmou, em visita a Washington nesta quarta-feira (8), que é fundamental separar a defesa da comunidade judaica no Brasil das críticas ao governo de Israel. Ao defender seu projeto de lei contra o antissemitismo, alvo de polêmica, Tabata classificou a gestão do primeiro-ministro israelense Binyamin Netanyahu como “criminosa” e defendeu a denúncia de crimes cometidos durante a guerra.
O projeto, como mostrou a Folha, divide especialistas: alguns o veem como avanço na proteção à comunidade judaica, enquanto outros alertam para possíveis riscos à liberdade de expressão. O texto considera antissemitas, por exemplo, manifestações que possam atingir o Estado de Israel encarado como coletividade judaica ou que comparem políticas israelenses às do nazismo.
Tabata lamentou os ataques pessoais que recebeu e destacou a existência do antissemitismo no Brasil, especialmente “em uma parte da esquerda”. Para ela, o mesmo rigor aplicado ao combate ao ódio contra mulheres e ao racismo deve valer para o combate ao antissemitismo e para a crítica ao governo Netanyahu. “Na minha opinião, não dá pra escolher quais seres humanos merecem o nosso respeito e quais não merecem”, afirmou.
A deputada também criticou a seletividade com que grupos políticos tratam direitos humanos e frisou que, diante dos ataques, o projeto – construído por parlamentares de vários partidos – busca combater o ódio com informação, e não com mais ódio. Após críticas, congressistas de partidos como PT e PV retiraram assinaturas do projeto, enquanto a deputada Sâmia Bonfim (PSOL-SP) chamou a proposta de “um grande absurdo”.
Tabata ainda defendeu em Washington maior regulação das big techs, alertando para o risco da desinformação financiada por algoritmos e grupos políticos, como Donald Trump e a família Bolsonaro. Ela citou as denúncias contra Pablo Marçal por “caixa dois digital” e ressaltou que a neutralidade das plataformas digitais é questão central para garantir a soberania nacional.






