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Com pressão de Lula, PT do RS fecha apoio ao PDT na disputa pelo governo estadual

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Da redação

O diretório do PT no Rio Grande do Sul decidiu apoiar a pré-candidatura de Juliana Brizola (PDT) ao governo do estado, cedendo a forte pressão de dirigentes nacionais petistas. A decisão fortalece a aliança nacional entre PT e PDT e resolve a situação do palanque do presidente Lula no estado, até então um dos principais entraves da sua pré-campanha de reeleição.

O PT gaúcho defendia a candidatura do ex-deputado estadual e ex-presidente da Conab, Edegar Pretto, ao Palácio do Piratini. Porém, o Rio Grande do Sul foi um dos três estados em que o PDT exigiu apoio petista para formalizar sua entrada na aliança nacional lulista. Diante do impasse, Pretto comunicou à direção nacional do partido, na quarta-feira (8), que abriria mão da disputa. O anúncio oficial da decisão pelo diretório estadual deverá ser feito na manhã desta quinta-feira (9).

Nos bastidores, integrantes da cúpula nacional do PT falavam sobre a possibilidade de intervenção no diretório estadual caso houvesse resistência ao acordo. O histórico de medidas semelhantes no partido inclui a intervenção no diretório do Rio de Janeiro em 1998, quando petistas foram obrigados a apoiar Anthony Garotinho (PDT) ao governo estadual para viabilizar uma candidatura presidencial de Lula. O episódio resultou, posteriormente, na migração de membros insatisfeitos para o PSOL.

O acerto entre PT e PDT foi articulado pelos presidentes das siglas, Edinho Silva (PT) e Carlos Lupi (PDT). Além do Rio Grande do Sul, o PDT também pleiteia apoio do PT no Paraná e em Minas Gerais, embora neste último sigam existindo divergências.

Em fevereiro, Lupi declarou nas redes sociais que o PT havia concordado com o apoio a Juliana Brizola. Edinho Silva amenizou a repercussão entre os petistas gaúchos, dizendo que as candidaturas ainda estavam em discussão. Dias depois, Lula recebeu Lupi e Juliana no Palácio do Planalto, gesto interpretado como sinal de apoio à pré-candidata do PDT.