Da redação
A missão Artemis II entrou para a história ao levar os astronautas que mais se distanciaram da Terra e ao tornar seus quatro tripulantes as únicas pessoas a verem o lado oculto da Lua pessoalmente. Durante a viagem, as fotos registradas — feitas com iPhones 17 Pro Max e câmeras Nikon D5 — estão sendo processadas em computadores Microsoft Surface Pro rodando o Windows 8, sistema lançado em 2012 e sem suporte desde 2023.
A escolha por tecnologia considerada ultrapassada foi explicada por Jason Hutt, gerente de engenharia e integração de sistemas da cápsula Orion, em sua conta no Bluesky. Segundo ele, os tablets foram adquiridos em 2017, quando o lançamento da missão estava previsto para 2020. “Para não gastar demais, limitamos a escolha aos dispositivos já usados pela Estação Espacial Internacional (ISS)”, afirmou Hutt, citando economia em processos de certificação como justificativa.
Ainda de acordo com o gerente, os atrasos sucessivos no cronograma — que levou o lançamento de 2020 para 2026 — fizeram com que os dispositivos envelhecessem, mas foram mantidos por já terem sido testados e pelo fato de o software estar desenvolvido especificamente para aquela plataforma. “No fim, você toma a decisão de que é bom o suficiente”, completou Hutt.
Outro desafio destacado por Hutt é a limitação de conexão: ao contrário da ISS, a cápsula Orion se comunica pela Rede do Espaço Profundo (DSN), que possui largura de banda restrita e impede acesso constante à internet para sistemas modernos.
Por fim, Hutt reconheceu que o uso de equipamentos antigos traz riscos, como degradação das baterias e falhas causadas pela radiação, já que os tablets não são reforçados contra esse tipo de dano. “É um equilíbrio entre custo, capacidade e risco”, resumiu.






