Da redação
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou nesta quinta-feira (9) que instruiu seu gabinete a iniciar negociações de paz com o Líbano. Os dois países estão em conflito desde 2 de março, quando Israel intensificou ataques ao território libanês. Segundo comunicado do gabinete, divulgado nas redes sociais, a iniciativa responde a “apelações reiteradas do Líbano” pelo diálogo.
O presidente libanês, Joseph Aoun, confirmou a possibilidade de um acordo. Em declaração reproduzida pelo canal Al Jazeera, Aoun afirmou que recebeu uma “resposta positiva” de Israel e que “a única solução para a situação atual no Líbano é alcançar um cessar-fogo”.
Israel informou que as negociações diretas devem acontecer “o mais breve possível” e terão como foco o desarmamento do Hezbollah e a “regulamentação de relações de paz”. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na quarta-feira (8) que o Líbano não seria incluído no cessar-fogo de duas semanas devido à atuação do Hezbollah.
Desde março, ataques no Líbano deixaram mais de 1.800 mortos, de acordo com o Ministério da Saúde local. Só nos primeiros ataques após o último cessar-fogo, pelo menos 254 pessoas morreram e outras mil ficaram feridas.
O conflito entre Israel e Hezbollah remonta à década de 1980 e ganhou novo fôlego após a destruição da Faixa de Gaza em 2023. O Hezbollah intensificou ataques ao norte de Israel em resposta às operações israelenses e ao assassinato do líder supremo do Irã, Ali Khamenei. Um cessar-fogo foi firmado em novembro de 2024, mas ataques de Israel ao Líbano continuaram, sob a justificativa de combater a infraestrutura do Hezbollah.







