Da redação
O julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o modelo de escolha do novo governador do Rio de Janeiro foi interrompido nesta quinta-feira, 9, após pedido de vista do ministro Flávio Dino. Ele condicionou seu voto à publicação do acórdão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que condenou Cláudio Castro à inelegibilidade, e aguarda definição sobre a legitimidade da renúncia do ex-governador. Dino também questionou se houve cassação do diploma de Castro, já que o TSE não pôde cassar seu mandato, pois ele havia deixado o cargo.
A publicação do acórdão deve ocorrer no início da próxima semana, segundo a ministra Cármem Lúcia, presidente da Corte Eleitoral. Enquanto isso, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Ricardo Couto, permanece interinamente à frente do governo estadual, após a renúncia de Castro e a cassação do então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União Brasil), pela Justiça Eleitoral.
Até o momento, o placar está em 4 a 1 a favor da eleição indireta para o governo do Rio, a ser realizada pela Alerj com voto aberto, como propôs o relator Luiz Fux. O ministro Cristiano Zanin votou por eleição direta, questionando a renúncia de Castro na véspera do julgamento. André Mendonça, Nunes Marques e Cármem Lúcia acompanharam Fux, defendendo a escolha pela Assembleia Legislativa.
Durante o julgamento, ministros destacaram o direito de renúncia de Castro e afastaram interpretações de que teria sido manobra política. Eles também reforçaram que qualquer ministro poderá rever o voto, caso surjam novas informações relevantes antes do fim do julgamento.
A ação judicial foi movida pelo PSD, partido do ex-prefeito Eduardo Paes, adversário do grupo de Cláudio Castro. Inicialmente, o PSD defendia voto secreto na eventual eleição indireta, mas, diante da maioria da Alerj alinhada a Castro, mudou de posição e agora defende a votação aberta pelos deputados estaduais.







