Da redação
O Distrito Federal deve registrar 10.070 novos casos de câncer por ano entre 2026 e 2028, conforme projeção do Instituto Nacional de Câncer (INCA). O dado acompanha o cenário nacional, que estima cerca de 781 mil novos diagnósticos anuais no país no mesmo período. No Dia Mundial de Combate ao Câncer, celebrado nesta quarta-feira (8), especialistas reforçam que grande parte dos casos pode ser prevenida com diagnóstico precoce e mudanças no estilo de vida.
Ao desconsiderar o câncer de pele não melanoma, o número previsto de novos diagnósticos no DF é de cerca de 7,6 mil por ano, sendo 4.540 em homens e 5.530 em mulheres. Os cânceres mais incidentes na capital federal são de mama, próstata, cólon e reto, traqueia, brônquio, pulmão e estômago, segundo o INCA.
Na rede pública do DF, Unidades Básicas de Saúde são a porta de entrada para diagnóstico e tratamento. A Secretaria de Saúde do DF informa que tem trabalhado na reorganização do fluxo assistencial para agilizar o acesso. “A porta de entrada para todos os atendimentos é a atenção básica, onde o paciente é avaliado e, quando necessário, encaminhado para atenção especializada de forma regulada”, diz a pasta.
Mamografias para mulheres de 50 a 74 anos são ofertadas a cada dois anos em diferentes hospitais públicos, seguindo diretrizes do INCA e Ministério da Saúde. No caso do câncer de próstata, exames são indicados apenas a homens com sintomas urinários ou histórico familiar. O rastreamento é apontado como fundamental para aumentar as chances de cura, ao permitir diagnóstico precoce.
A oncologista Gabrielle Scattolin, da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, destaca que cerca de 30% dos casos poderiam ser evitados com hábitos saudáveis. “Mesmo com muita informação, ainda há baixa adesão aos exames preventivos e a hábitos adequados”, alerta. Em julho de 2025, o DF implantou o programa “O câncer não espera. O GDF também não”, reduzindo de 81 para 16 dias o tempo da primeira consulta oncológica e de 87 para 26 dias o acesso à radioterapia.







