Da redação
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou um cessar-fogo na guerra com a Ucrânia durante a Páscoa ortodoxa neste fim de semana. A decisão, divulgada pelo Kremlin nesta quinta-feira (9), ocorre após o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, também propor uma pausa nas hostilidades através dos Estados Unidos, que lideram os diálogos entre os dois países.
Segundo comunicado oficial, o cessar-fogo será válido das 16h (10h de Brasília) do dia 11 de abril até o final do dia 12 de abril de 2026. O Estado-Maior russo recebeu instruções para interromper as operações militares em todas as frentes durante esse período, mas as tropas permanecem preparadas para responder a possíveis provocações. “Partimos do princípio de que a parte ucraniana seguirá o exemplo da Federação da Rússia”, afirmou o Kremlin.
O conflito, iniciado com a invasão russa em fevereiro de 2022, já causou centenas de milhares de mortes e deslocamento de milhões de pessoas, tornando-se o mais sangrento na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. Tentativas de negociação intermediadas pelos Estados Unidos fracassaram e perderam força, sobretudo após o foco de Washington se voltar para o Irã desde 28 de fevereiro.
Apesar da redução dos combates frontais nos últimos anos e domínio de ataques com drones, Moscou fez pequenos avanços territoriais. No entanto, os contra-ataques ucranianos no sudeste e restrições ao uso militar de satélites Starlink e do Telegram enfraqueceram o ritmo russo desde o final de 2025, segundo o Instituto para o Estudo da Guerra (ISW).
A situação segue crítica para a Ucrânia na região de Donetsk, onde Moscou exige a retirada das tropas ucranianas de Kramatorsk e Sloviansk como condição para um acordo de paz. Analistas apontam que as negociações já estão estagnadas, com Moscou exigindo concessões consideradas inaceitáveis por Zelensky. Atualmente, a Rússia ocupa pouco mais de 19% do território ucraniano.






