Da redação
A missão Artemis 2, da Nasa, vive nesta sexta-feira (10) seu momento mais crítico: o retorno da nave Orion à Terra. Batizada de Integrity pela tripulação, a cápsula deverá amerissar no oceano Pacífico, na costa da Califórnia, às 21h07 (horário de Brasília), trazendo os astronautas em segurança após uma viagem histórica.
A reentrada da Orion ocorre a 40 mil km/h, submetendo a nave e seus ocupantes a forças gravitacionais até 3,9 vezes maiores do que na Terra — podendo chegar a 7,5 vezes, caso haja necessidade de alterar o local do pouso. Durante esse processo, a cápsula enfrentará temperaturas superiores a 2.700°C. O escudo térmico da nave, feito de Avcoat, é o principal responsável pela proteção do veículo e da tripulação. Em 2022, na missão Artemis 1, a Nasa registrou desgaste maior que o esperado nessa proteção, levando a ajustes na trajetória de reentrada para a Artemis 2.
Nos minutos finais, a Orion lançará 11 paraquedas quando atingir cerca de 6 km de altitude, reduzindo a velocidade para aproximadamente 321 km/h. A 2 km do nível do mar, os três paraquedas principais desaceleram ainda mais a nave para um pouso controlado a cerca de 90 km da costa californiana.
Após o amerissagem, equipes da Nasa e das Forças Armadas americanas garantirão a segurança para a retirada dos astronautas. Médicos acessam a cápsula primeiro, avaliando os tripulantes: o canadense Jeremy Hansen, 50, o comandante Reid Wiseman, 50, o piloto Victor Glover, 49, e a especialista Christina Koch, 47. A previsão é que Koch seja a primeira a sair da nave.
Os astronautas seguem de helicóptero para um navio, onde passam por check-ups, enquanto a Orion será rebocada ao Centro Espacial Kennedy, na Flórida. Assim, encerra-se a missão tripulada Artemis 2, iniciada em 1º de abril — a primeira do século com destino à Lua.






