Da redação
A Procuradoria Distrital dos Direitos do Cidadão (PDDC) realizou, nesta quarta-feira, 8 de abril, uma reunião para discutir a segurança e acessibilidade de pedestres na via de acesso à Ponte JK, em Brasília. O encontro contou com a participação de representantes do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), da Secretaria de Obras e Infraestrutura (SODF) e da Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob).
A iniciativa foi motivada por denúncias de cidadãos sobre condições perigosas no local, como alta ocorrência de acidentes, atropelamentos graves e até fatais. Entre os principais problemas apontados estão a ausência de passagens seguras para pedestres, falta de calçadas, ciclovias ou ciclopassagens, além da necessidade de travessia em pistas de alta velocidade. O fluxo de pedestres é intenso, incluindo usuários do transporte público, trabalhadores, visitantes e frequentadores do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) e da região da L4 Sul.
Segundo o Detran-DF, a situação está sob análise multissetorial, envolvendo o Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER), além da Semob e da SODF. Entretanto, ainda não existe nenhuma deliberação administrativa conclusiva ou cronograma para a implementação de soluções efetivas ou medidas mitigadoras.
Durante a reunião, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) questionou os órgãos sobre a distribuição de responsabilidades, elaboração de projetos, execução de obras, sinalização e gestão do trânsito. O procurador distrital dos direitos do cidadão, Eduardo Sabo, destacou a importância de adotar medidas provisórias imediatas para minimizar os riscos, mesmo enquanto as soluções definitivas dependem de estudos técnicos ou obras estruturais.
Também participaram do encontro os promotores de justiça Bernardo Matos, da PDDC, e Lenna Daher, da Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Social (Prodep).






