Da redação
A dramaturga e diretora Marília Toledo, conhecida por sucessos nos palcos brasileiros, falou à coluna Fábia Oliveira sobre seus trabalhos mais recentes: “Ney Matogrosso – Homem com H” e “Gal, O Musical”, com estreia marcada para março. Segundo Marília, o espetáculo sobre Gal Costa aposta numa abordagem inovadora, mergulhando no universo íntimo da cantora e criando personagens míticos que habitam seu inconsciente.
“Criamos uma dramaturgia muito potente, que foge do usual”, definiu Marília, destacando que a atriz Walerie Gondim está “muito parecida com Gal Costa, não só visualmente, mas também vocalmente”. O musical apresenta dois eixos narrativos: a trajetória pública da artista e seus conflitos internos, ressaltando aspectos emocionais, como a ausência do pai, Arnaldo, que teve grande impacto na vida de Gal.
Sobre o trabalho com biografias de figuras tão emblemáticas, Marília reconheceu a responsabilidade: “As pessoas já têm a Gal delas. Cada um tem sua imagem dela, sua canção preferida.” A diretora enfatizou o respeito em todo processo de pesquisa, inclusive na escolha do elenco, ao buscar baianos para interpretar as figuras importantes da vida de Gal.
No espetáculo sobre Ney Matogrosso, ela contou que a riqueza da história do artista facilitou a criação, evitando caricaturas: “A vida do Ney tem grandes reviravoltas, antagonistas e perdas. Está totalmente inserida na jornada do herói.”
Marília também destacou a importância de aprender a produzir, como conselho para jovens dramaturgas: “O artista hoje tem que saber se colocar no mercado. Aprendam os mecanismos de incentivo e editais para se inserir.” Por fim, revelou o desejo de um musical sobre Caetano Veloso, embora ainda não tenha obtido os direitos.






