Da redação
A Polícia Federal concluiu pela segunda vez que não há provas de interferência indevida do ex-presidente Jair Bolsonaro na corporação. A revisão do inquérito foi feita após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que havia solicitado a reabertura do caso. O inquérito foi instaurado após o pedido de demissão de Sergio Moro do Ministério da Justiça, quando o ex-ministro afirmou ter sofrido pressão de Bolsonaro pela troca de cargos de comando na PF, motivada pelo avanço do inquérito das fake news contra aliados do então presidente.
Durante o governo Bolsonaro, a PF já havia concluído que não houve interferência e o então procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu o arquivamento da investigação. Agora, sob a gestão Lula, a Polícia Federal reassessou as provas e reiterou que não há elementos que justifiquem uma imputação penal.
O delegado Carlos Henrique Pinheiro de Melo, da Diretoria de Inteligência Policial, destacou no relatório: “O IPL 2021.0031208 -CCINT/CGCINT/DIP/PF apurou objeto específico que, sob a ótica das diligências tomadas em contemporaneidade com os fatos, não revelou informações capazes de justificar imputações penais”.
O documento menciona que a PF solicitou ao ministro Alexandre de Moraes o compartilhamento de provas do inquérito das fake news que pudessem apontar interferências, mas Moraes informou que não havia tais indícios naquele inquérito.
O relatório complementar foi enviado por Moraes ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, que agora poderá decidir pela realização de novas diligências ou pedir o arquivamento definitivo do caso.






