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Maioria apoia prisão domiciliar para Bolsonaro, enquanto parte significativa prefere regime antigo, revela Datafolha


Da redação

Pesquisa Datafolha divulgada no sábado (11) mostra que 59% dos brasileiros defendem que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumpra pena em casa, enquanto 37% acreditam que ele deve voltar à prisão. Outros 5% dos entrevistados não souberam responder. O levantamento foi realizado entre os dias 7 e 9 de abril, com 2.004 pessoas em 137 cidades do país, e tem margem de erro de dois pontos percentuais.

Bolsonaro foi transferido para prisão domiciliar em 27 de março, após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), fixando o regime temporário por 90 dias. O ex-presidente, condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por participação em tentativa de golpe após as eleições de 2022, estava detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, até ser diagnosticado com broncopneumonia e ter atendido a pedido de prisão domiciliar feito por seus advogados.

O apoio à domiciliar varia entre os grupos: 61% dos maiores de 60 anos e 81% dos empresários defendem a permanência em casa. Entre jovens de 16 a 24 anos, 44% preferem o retorno à prisão, índice que chega a 42% entre desempregados. No Nordeste, há empate técnico: 48% apoiam a domiciliar e 47% querem prisão comum, considerando a margem de erro de quatro pontos.

Entre eleitores de Lula (PT), 66% defendem a volta à prisão e 30% a permanência domiciliar. Já entre apoiadores de Flávio Bolsonaro, 93% querem que o ex-presidente continue em casa; entre eleitores de Ronaldo Caiado (PSD), 80% são favoráveis à domiciliar.

A decisão de Moraes prevê tornozeleira eletrônica, proibição de redes sociais, aglomerações próximas e visitas restritas. Caso descumpra alguma medida, Bolsonaro pode ter o regime domiciliar revogado. A pesquisa também aponta empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro em cenário de segundo turno para 2026.