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Diretor do INSS é exonerado após conflito com ministro e explosão na fila de aposentadorias


Da redação

O governo federal anunciou nesta segunda-feira, 13, a demissão de Gilberto Waller do cargo de presidente do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), após 11 meses à frente do órgão. Waller será substituído por Ana Cristina Viana Silveira, servidora de carreira do INSS que atuava como secretária-executiva adjunta do Ministério da Previdência.

A saída de Waller ocorre em meio a divergências com o ministro da Previdência, Wolney Queiroz. Segundo fontes do Planalto, os embates públicos entre ambos vinham causando desconforto no governo. O estopim para a demissão foi a falta de avanços na redução da fila do INSS, que alcançou 2,6 milhões de pessoas aguardando aposentadoria ou benefícios em março deste ano.

A decisão foi tomada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, apresentar a ele o problema da fila do INSS. Zerar a fila é uma das promessas de campanha de Lula em 2022, ainda não cumprida. O governo considera o INSS uma área sensível em termos eleitorais.

Além do desafio da fila, o INSS enfrenta denúncias de fraudes, e o governo afirma que determinou investigações sobre irregularidades acumuladas ao longo dos anos. Waller havia sido nomeado após a saída de Alessandro Antônio Stefanutto, afastado devido a acusações de envolvimento em fraudes.

O Ministério da Previdência informou, em nota, que Ana Cristina Viana assume com a “missão estratégica de acelerar a análise de benefícios e simplificar os processos internos do Instituto”.