Da redação
Segundo pesquisa Datafolha realizada entre 7 e 9 de abril com 2.004 pessoas em 137 municípios, 55% dos brasileiros disseram ter conhecimento das suspeitas de ligação de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) com o caso Banco Master e acreditam que há magistrados envolvidos no episódio. Outros 4% não acreditam na participação de membros do tribunal e 10% afirmam não saber. Ao todo, 30% dos entrevistados declararam não conhecer o tema. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais.
Desde o fim de 2023, as revelações envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, associando-os ao escândalo do Banco Master e do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, aumentaram o desgaste do STF. A pressão por um código de ética mais rígido para os ministros e por investigação de suas condutas tem crescido.
A percepção sobre o envolvimento dos ministros varia conforme o perfil do entrevistado. Entre quem pretende votar em Lula (PT), 42% veem ligação dos ministros com o caso Master; o índice é de 70% entre eleitores de Flávio Bolsonaro (PL) e 48% entre quem votará em branco, nulo ou nenhum candidato. O desconhecimento do tema atinge 48% dos jovens de 16 a 24 anos e 42% da população com ensino fundamental.
Entre os episódios que aumentaram a crise, Alexandre de Moraes é questionado por contratos do Banco Master com o escritório de sua esposa, Viviane Barci, que movimentou R$ 80,2 milhões em dois anos, além de supostas trocas de mensagens com Vorcaro. Toffoli, relator inicial do caso, foi citado por pagamentos de empresa da qual é sócio e deixou o caso após reunião interna no STF.
Outros ministros também foram relacionados ao caso, como Kassio Nunes Marques, que viajou em avião de empresa ligada a Vorcaro, e Gilmar Mendes, que também usou aeronave da mesma companhia. A delação de Vorcaro está em negociação entre a PGR e a Polícia Federal, sem possibilidade de excluir ministros das investigações.




