Da redação
A vitória de Odair Cunha (PT) para uma vaga no Tribunal de Contas da União (TCU), na noite de terça-feira, 14, evidenciou a influência do Centrão nas decisões da Câmara dos Deputados. Cunha recebeu 303 votos e assumirá a cadeira deixada pelo ex-ministro Aroldo Cedraz, que se aposentou em fevereiro ao completar 75 anos.
A candidatura de Cunha enfrentou a articulação da direita, que tentou lançar Elmar Nascimento (União Brasil-BA) até o último momento. No entanto, prevaleceu o acordo liderado por Arthur Lira (PP-AL), ex-presidente da Câmara, e Hugo Motta (Republicanos-PB), atual presidente da Casa.
O resultado segue um compromisso firmado em fevereiro de 2023, quando Jhonatan de Jesus foi eleito para o TCU após a aposentadoria de Ana Arraes. Na época, os deputados definiram que a esquerda teria prioridade na próxima vacância. Jhonatan era então filiado ao Republicanos, aliado próximo de Arthur Lira.
A escolha de Odair Cunha também integrou as negociações entre o PT e o Centrão para garantir a presidência da Câmara a Hugo Motta, um dia antes da votação de Jhonatan para o tribunal. Após três anos, com a saída de Cedraz, o pré-candidato do PL à presidência, Flávio Bolsonaro, tentou emplacar Soraya Santos (PL-RJ) no TCU, mas ela retirou a candidatura em apoio à unificação dos votos da direita em Elmar Nascimento, que ficou em segundo lugar com 96 votos.
Com a vitória no plenário, a indicação de Odair Cunha segue agora para análise do Senado. Caso seja aprovado, Cunha será o primeiro representante do PT a assumir uma vaga no TCU.






