Da redação
O ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) avalia a possibilidade de disputar a Presidência da República, condicionado ao desempenho nas pesquisas de intenção de voto e às articulações políticas do PSDB em âmbito nacional. Ciro esteve em Brasília nesta semana, onde recebeu do presidente nacional do partido, deputado Aécio Neves (MG), o convite para ser o candidato tucano ao Palácio do Planalto.
O anúncio de Aécio teve como objetivo inserir Ciro Gomes na disputa nacional e garantir que seu nome passe a figurar nas pesquisas sobre a corrida presidencial. Aliados próximos ao ex-ministro afirmam que ele não descarta a candidatura, embora a tendência, diante do atual cenário, seja disputar o governo estadual em aliança com a direita.
Um fator que anima o entorno de Ciro é a abertura de parte do eleitorado para mudar o voto nas eleições. Segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 15, 43% dos eleitores que escolheram entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro admitem que podem alterar a decisão até o dia da votação.
Além disso, a participação anterior de Ciro Gomes em eleições presidenciais faz com que seu nome seja o mais associado à chamada terceira via, podendo romper a polarização entre Lula, que tentará a reeleição para o quarto mandato, e Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato com apoio do pai, ex-presidente Jair Bolsonaro.
Ciro também observa o cenário de alianças para viabilizar sua candidatura. PDT e PSB, antigos partidos de Ciro, hoje integram a base de Lula. União Brasil e Republicanos tendem a apoiar Flávio Bolsonaro, enquanto o PSD lança Ronaldo Caiado. MDB e Podemos, ainda neutros, podem ser opções para negociações, mas a conciliação de interesses regionais torna a formação de uma frente ampla um desafio para os tucanos.






