Da redação
O presidente da Argentina, Javier Milei, embarca neste sábado (18) para Israel, onde se reunirá com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. A visita, que se dá durante um cessar-fogo regional previsto para terminar em 22 de abril, reforça a aliança de Milei com Netanyahu e o ex-presidente americano Donald Trump.
Esta é a terceira visita de Milei a Israel desde que assumiu a presidência em dezembro de 2023, e ocorre após a expulsão do encarregado de negócios da embaixada do Irã em Buenos Aires. Segundo o governo argentino, Milei chegará a Israel no domingo (19), quando visitará o Muro das Lamentações e terá um encontro com Netanyahu. Na segunda-feira (20), ele se reunirá com o presidente Isaac Herzog. Milei retorna a Buenos Aires na quarta-feira (22).
A visita acontece em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, iniciado em 28 de fevereiro por ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, seguidos de bombardeios iranianos contra Israel e países do Golfo com bases americanas. Em entrevista ao Canal 14 de Israel, exibida na quinta-feira, Milei classificou o Irã como “um inimigo de todo o Ocidente” e exaltou Trump e Netanyahu por estarem “decididos a pôr fim a este flagelo sobre a humanidade”.
Durante o atual governo, a Argentina declarou a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã e a Força Quds como organizações terroristas. Em 2 de abril, o país expulsou Mohsen Soltani Tehrani, o mais alto representante iraniano, após um comunicado considerado “ofensivo” pelo Ministério das Relações Exteriores argentino.
O governo argentino cita a negativa do Irã em cooperar com investigações sobre o atentado à Associação Mutual Israelita Argentina (Amia), em 1994, que deixou 85 mortos, e à recusa em cumprir ordens de prisão e extradição. A Justiça argentina atribui ao Irã o planejamento do atentado à Amia e responsabiliza o Hezbollah pelo ataque à embaixada de Israel em Buenos Aires, em 1992, que matou 22 pessoas. Ambos permanecem impunes.






