Da redação
O Ministério Público Federal (MPF) denunciou 13 investigados por envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado mais de R$ 262 milhões em 2025. A ação integra a segunda fase da operação Narco Azimut, desdobramento de investigações sobre ocultação de recursos oriundos do tráfico internacional de drogas, rifas ilegais e apostas em plataformas não regulamentadas no Brasil.
Segundo o MPF, o grupo denunciado atuava de forma estruturada, com divisão de tarefas e estratégias para dificultar o rastreamento das transações, dando aparência lícita ao dinheiro ilegal. Entre as práticas identificadas estão a fragmentação de operações, distribuição de valores em múltiplas contas, uso de intermediários e mecanismos informais de compensação.
As investigações apontam que os recursos circulavam tanto em espécie quanto por transferências bancárias, Pix e operações com criptoativos. Parte do dinheiro foi enviada ao exterior sem passar pelos mecanismos de controle das autoridades brasileiras.
O processo tramita sob sigilo, e os nomes dos denunciados não foram divulgados. Caso a Justiça Federal aceite a denúncia, eles responderão por associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A segunda fase da operação, deflagrada em março, resultou no cumprimento de 26 mandados de busca e apreensão, de prisão temporária e no sequestro de bens até o limite de R$ 934 milhões.
Nesta quarta-feira (15), a Polícia Federal abriu uma nova frente de investigação, a operação Narco Fluxo, com foco no núcleo financeiro da organização. Foram presos MC Ryan, MC Poze do Rodo e outros alvos. As provas utilizadas na denúncia foram obtidas durante os mandados de busca e apreensão da segunda fase da operação.






