Da redação
Neste domingo, 19 de abril, Dia dos Povos Indígenas, organizações brasileiras intensificaram pedidos pela demarcação e proteção de territórios indígenas. A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) destacou que esse processo representa uma reparação histórica fundamental para garantir a vida, a cultura e o futuro dos povos originários.
Em nota nas redes sociais, a Apib afirmou: “Seguimos resistindo porque nossos territórios continuam sob ataque e nossos corpos continuam sendo alvo. Precisamos dos nossos territórios demarcados e protegidos. Sem demarcação não há vida, não há cultura, não há futuro”. A entidade também denunciou crimes como garimpo ilegal, extração madeireira, invasões, assédio e feminicídio, ressaltando que “violência não é cultura” e que “demarcar é reparar”.
A Apib é organizadora do Acampamento Terra Livre, maior mobilização indígena do país, realizado no início de abril em Brasília. O evento reuniu representantes dos 391 povos indígenas do Brasil e de outras nações, com o objetivo de debater a defesa dos territórios e denunciar violações de direitos.
A Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) também declarou que os territórios indígenas enfrentam ameaças permanentes, como garimpo ilegal, desmatamento, grilagem e empreendimentos que avançam sobre a Amazônia. “Os territórios indígenas estão sob ataque permanente… invadindo terras que deveriam estar protegidas”, alertou a organização.
A Anistia Internacional cobrou urgência na devolução e demarcação das terras, afirmando que só haverá motivo para celebrar quando os direitos dos povos originários forem plenamente garantidos. Destacou, ainda, que segundo a ONU, cerca de 80% da biodiversidade mundial é protegida por esses povos. A Funai, por sua vez, reafirmou compromisso com a demarcação e gestão autônoma das terras indígenas.






