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Após 37 anos foragido, autor de feminicídio no Paraná é capturado no Paraguai


Da redação

O brasileiro Marcos Campinha Panissa, condenado pelo assassinato da ex-esposa em 1989 no Paraná, foi preso no Paraguai após quase 30 anos foragido. Panissa estava na lista de difusão vermelha da Interpol e, durante anos, as autoridades brasileiras suspeitaram que ele estivesse na Europa ou no Canadá. No entanto, investigações das polícias militares do Paraná e de São Paulo e do Ministério Público do Paraná confirmaram que ele vivia há cerca de 25 anos em Concepción, no país vizinho.

Vídeos veiculados pelo programa Fantástico mostram Panissa levando uma vida discreta no Paraguai, onde era dono de quatro imóveis e duas distribuidoras, de bebidas e frango. As imagens mostram o brasileiro fazendo compras em mercados e lojas de material de construção.

A prisão foi resultado de uma operação organizada por um grupo especial de inteligência do Paraguai. A ação foi acompanhada por repórteres do Fantástico, mas Panissa não quis se manifestar após ser detido. Ele foi levado a uma delegacia local, transferido para Ciudad del Este e, em seguida, entregue às autoridades brasileiras na fronteira.

Marcos Panissa foi condenado a 19 anos e seis meses de prisão. Sua defesa afirma que irá recorrer para tentar reduzir a pena para nove anos, conforme sentença de 1992. O prazo para a prescrição do crime se encerraria em dois anos.

O crime ocorreu em agosto de 1989, quando Panissa assassinou Fernanda Estruzani com 72 facadas enquanto ela dormia, no interior do Paraná. Após o crime, ele tomou banho, vestiu uma camiseta da vítima e saiu de casa.