Da redação
Israel anunciou a criação de uma “linha amarela” no sul do Líbano, uma zona de segurança de 10 quilômetros a partir da fronteira, mesmo em meio ao cessar-fogo de dez dias acertado com o Hezbollah. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu informou que aceitou a trégua, válida desde sexta-feira, mas ressaltou que manterá essa faixa para proteger as áreas israelenses fronteiriças.
No sábado, o Exército israelense divulgou a existência da “linha amarela”, traçando uma “linha de defesa avançada” do Mediterrâneo até a fronteira com a Síria. A região, que inclui aldeias em grande parte destruídas durante hostilidades em 2023, teve a maioria da população evacuada, embora alguns moradores cristãos tenham desafiado a ordem. Forças de paz da ONU seguem presentes no local.
O Exército alerta civis libaneses para não retornarem às áreas ao sul da linha devido à presença do Hezbollah, denunciando violações ao cessar-fogo. Desde o início da trégua, as tropas israelenses têm demolido edifícios na região. Israel já tentou estabelecer zonas de amortecimento no Líbano anteriormente, tendo se retirado em 2000 após pressão do Hezbollah.
Segundo o especialista militar Hassan Jouni, a “linha amarela” no Líbano é inspirada na adotada em Gaza durante o cessar-fogo de outubro de 2025 com o Hamas. Porém, no Líbano, a medida foi unilateral, e o especialista considera a iniciativa “agressiva” e potencialmente um novo ponto de confronto.
O presidente libanês Joseph Aoun afirmou que negociações com Israel buscam o fim das hostilidades e da ocupação. O Hezbollah, no entanto, rejeita as tratativas e promete romper a “linha amarela” por meio da resistência.






