Da redação
Dois dias após anunciar a venda de ativos para a gestora Quadra Capital, o Banco de Brasília (BRB) realiza nesta quarta-feira (data não informada) uma assembleia de acionistas. O objetivo do encontro é deliberar sobre um aumento de capital de até R$ 8,8 bilhões, medida considerada essencial para garantir a sustentabilidade do banco no longo prazo.
Ainda não está definido de onde virão os recursos que o governo do Distrito Federal (DF), controlador do BRB, utilizará para contribuir com o capitalização. Uma das opções avaliadas é a criação de um fundo lastreado na dívida ativa do governo do DF, cujas cotas poderiam ser comercializadas no mercado para levantar os valores necessários ao aporte.
Fontes ouvidas afirmam que se trata de uma espécie de securitização, em que créditos tributários não pagos ao DF e já em cobrança seriam direcionados a esse fundo. Outra alternativa estudada é a emissão de debêntures lastreadas na mesma dívida ativa.
Com a captação desses recursos, o governo do DF conseguiria reduzir o valor do empréstimo do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ao BRB. Esse empréstimo do FGC, em conjunto com o de um pool de instituições financeiras, pode chegar a R$ 6,6 bilhões e é visto como o principal instrumento para garantir a sobrevivência do banco.
O aporte proveniente tanto do empréstimo do FGC quanto do fundo de dívida ativa está previsto para ser investido diretamente no BRB, fortalecendo a estrutura financeira da instituição diante dos atuais desafios.







