Da redação
Adolescentes entre 15 e 19 anos estão participando de lutas clandestinas no Lago Sul, em Brasília, conforme mostram vídeos obtidos com exclusividade pelo Jornal de Brasília. As imagens revelam episódios marcados pelo consumo de álcool, drogas e forte violência, sem qualquer tipo de supervisão, proteção ou estrutura de segurança. O ambiente é descrito como nocivo, com plateia incentivando agressões e uso de maconha, cigarros eletrônicos e bebidas alcoólicas.
Segundo apuração do Jornal de Brasília, os próprios adolescentes promovem os confrontos pelas redes sociais, divulgando informações sobre peso, altura e suposta experiência dos participantes. Há também relatos de cobrança de ingressos, com valores de R$ 30 para homens e R$ 25 para mulheres.
Em um dos vídeos, é possível ouvir um espectador pedindo que um dos lutadores aplique um “bate-estaca”, golpe proibido em campeonatos de jiu-jítsu devido ao alto risco de lesões graves e danos irreversíveis à coluna, segundo especialistas.
O caso foi revelado no sábado (18) pelo Jornal de Brasília. A luta mais recente aconteceu no mesmo dia, em uma casa localizada na QI 17 do Lago Sul. Após denúncias, a Polícia Civil do Distrito Federal compareceu ao local, mas não se manifestou sobre a investigação.
O Conselho Tutelar do Distrito Federal acompanha o caso e avalia a possibilidade de participação ou incentivo de adultos nos eventos. Medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) podem ser adotadas. Até o momento, o Conselho Tutelar do Lago Sul não recebeu notificação formal sobre o episódio.






