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Bolsonarista defende voto a favor da PEC da escala 6×1 e critica estratégia do governo na Câmara

Por Alex Blau Blau

Líder do PL afirma que partido apoiou proposta por ser “a favor do trabalhador” e acusa governo de tentativa de desgaste político durante debate na CCJ

O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante, afirmou que a bancada do partido votou a favor da proposta que trata do fim da escala de trabalho 6×1 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) por entender que a medida atende aos interesses dos trabalhadores. Segundo ele, a decisão também buscou evitar que o governo federal utilizasse o tema como instrumento de desgaste político contra a sigla.

A PEC, que propõe mudanças na jornada de trabalho, foi aprovada na CCJ em votação simbólica, sem registro nominal dos votos. O texto ainda seguirá para uma comissão especial, que será instalada na Câmara dos Deputados sob articulação da presidência da Casa, hoje ocupada por Hugo Motta.

Durante entrevista, Sóstenes afirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria tentado associar o PL a uma posição contrária aos trabalhadores durante a discussão da proposta. Para o parlamentar, a estratégia não se sustentaria e acabou influenciando a decisão de liberar a bancada para votar conforme entendimento individual.

“O governo queria colocar o PL como inimigo do trabalhador, e a gente não é otário”, declarou o deputado ao comentar a postura da legenda durante a votação.

Apesar do apoio inicial ao avanço da proposta na CCJ, o líder do PL indicou que o partido pretende apresentar sugestões de alteração no texto ao longo da tramitação na comissão especial. Segundo ele, a simples mudança na jornada de trabalho, sem ajustes mais amplos, poderia gerar impactos negativos na rotina dos trabalhadores.

A expectativa é que a comissão especial discuta o conteúdo da PEC nas próximas semanas, antes de sua eventual votação em plenário. O objetivo do comando da Câmara é avançar com a análise do tema ainda no primeiro semestre legislativo.

Sóstenes reforçou que o partido pretende participar ativamente das discussões, defendendo o que classificou como “modernização” da proposta, com foco em ajustes que, segundo ele, garantam equilíbrio nas relações de trabalho e segurança jurídica para empregadores e empregados.