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Ministério do Meio Ambiente lança programas de agroecologia na Bacia do Rio Doce


Da redação

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima lançou, nesta quarta-feira (15), em Águia Branca, Espírito Santo, os primeiros territórios dos programas Gestar e ProAmbiente Adapta. A medida faz parte dos esforços federais para promover a transição agroecológica e a gestão sustentável na Bacia Hidrográfica do Rio Doce.

As ações serão realizadas em municípios do noroeste e norte do Espírito Santo, priorizando o fortalecimento da agricultura familiar, povos e comunidades tradicionais, e a recuperação ambiental. A execução será feita por meio de acordo de descentralização com a Universidade Federal do Espírito Santo e, a partir de 2025, contará com parceria do Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ).

Daniel Peter, diretor da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável, avaliou que os programas têm papel essencial. “Os programas promovem a transição agroecológica dos sistemas produtivos e fortalecem a gestão da paisagem rural”, destacou durante o lançamento.

A solenidade reuniu representantes de órgãos dos três níveis de governo, Fundação Banco do Brasil, organizações civis e a comunidade local. Zilda Onofri, assessora da Secretaria Nacional de Diálogos Sociais e Articulação de Políticas Públicas, ressaltou que “esses programas só são possíveis com a participação ativa da sociedade civil, tanto na definição de objetivos estratégicos quanto no fortalecimento da governança”.

O prefeito de Águia Branca, Jailson Quiuqui, valorizou o trabalho conjunto, destacando a articulação do IPÊ e de instituições como escolas agroecológicas e sindicatos rurais. Eduardo Ditt, diretor do IPÊ, e Ester Sabino, da Seama, também ressaltaram a importância da atuação integrada e institucional nas ações.

Na ocasião, foi lançado o Programa Ecoforte Redes, financiado pelo BNDES e Fundação Banco do Brasil, que apoia redes de produção sustentável. No Espírito Santo, o projeto prevê investimento de R$ 2,3 milhões para fortalecer a rede capixaba de agroecologia, abrangendo produção certificada e integração a políticas públicas.