Da redação
Cartões de crédito e débito com tecnologia por aproximação, também conhecidos como contactless, vêm gerando preocupações entre consumidores a respeito da segurança desse método de pagamento. O tema ganhou destaque recentemente, especialmente devido à percepção de que golpistas poderiam acessar valores à distância.
Especialistas no setor bancário explicam que, apesar de boatos, a possibilidade de fraude por meio de aproximação à distância é significativamente limitada. Os cartões contactless exigem proximidade de até quatro centímetros para efetuar uma transação. Dispositivos de leitura à distância, portanto, não conseguem capturar dados sensíveis ou concluir pagamentos sem contato físico próximo.
Além disso, transações contactless costumam ter valores limitados por operação, normalmente abaixo de R$ 200, conforme regulamentação dos bancos e das bandeiras de cartão. Em compras acima desse valor, a presença da senha do portador é obrigatória, o que reduz ainda mais os riscos de fraude em caso de perda ou furto.
De acordo com profissionais de segurança digital, casos de fraude em cartões por aproximação são raros em relação ao volume de pagamentos realizados diariamente no Brasil. As instituições financeiras reforçam os mecanismos de monitoramento, que detectam e bloqueiam operações suspeitas quase em tempo real.
Para reforçar a segurança, especialistas recomendam que usuários ativem notificações no aplicativo do banco, acompanhem periodicamente o extrato e mantenham o cartão guardado em local protegido, preferencialmente em carteiras com proteção RFID. Essas medidas adicionais contribuem para minimizar riscos em situações cotidianas.
A adoção de cartões com tecnologia por aproximação cresceu nos últimos anos, especialmente após a pandemia, devido à praticidade e à redução de contato físico. Esse método representa uma parcela crescente das transações eletrônicas no país, segundo dados divulgados pelos principais bancos e operadoras do setor.





