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Pesquisadores da Texas A&M desenvolvem propulsão luminosa para viagem a Alfa Centauri em 20 anos


Da redação

Um grupo de pesquisadores da Universidade Texas A&M apresentou, em junho, um avanço tecnológico que promete permitir viagens ao sistema Alfa Centauri em apenas 20 anos. O desenvolvimento, realizado no Departamento de Engenharia Mecânica J. Mike Walker ’66, baseia-se em propulsão movida à luz, com potencial para revolucionar a exploração espacial.

O estudo demonstrou uma tecnologia que utiliza feixes de laser intensos para gerar força direcional sobre superfícies especialmente projetadas. Esse método elimina a necessidade de foguetes e combustíveis químicos, fatores limitantes nas missões atuais. A equipe conseguiu movimentar objetos sem contato físico direto, inaugurando novas possibilidades para navegação espacial.

Segundo informações obtidas, a tecnologia possibilita não apenas deslocamento linear, mas também o ajuste dinâmico da trajetória em tempo real. Isso significa que naves espaciais podem alterar seu curso sem propulsores convencionais, tornando o voo mais eficiente e estável. O fenômeno é conhecido como propulsão fotônica, que manipula fótons para impulsionar objetos.

O professor Vivek G. Karanth, responsável pelo projeto, afirmou que “o potencial de escalabilidade é o aspecto mais promissor”. Os testes ocorreram até agora em microescala, mas a física envolvida permite antever versões maiores, inclusive para sondas e missões tripuladas. Especialistas apontam que o domínio dessa tecnologia pode acirrar disputas tecnológicas globais, com impacto em defesa, comunicações e ciência.

O físico Andrei Petrov destaca que o controle sobre fontes de energia luminosa pode redefinir a soberania tecnológica, especialmente entre EUA, China e BRICS. Claire Dufresne, engenheira óptica da ESA, observa que sistemas fotônicos integrados a painéis solares avançados podem tornar naves mais autossustentáveis, ao reduzir a dependência de combustíveis fósseis em missões espaciais.

Pesquisadores estimam que protótipos funcionais sejam testados em missões orbitais nesta década, impulsionados pelos avanços em miniaturização e armazenamento de energia. Rogério Barbosa, físico da USP, avalia que o Brasil tem potencial para colaborar nesse campo, graças à tradição nacional em óptica e nanotecnologia.